Domingo, Junho 7, 2009

A viagem de comboio!

O dia acordou determinado, o sol fazia questão de marcar presença. Já sentada no banco do comboio, esperando que este desse partida rumo a Lisboa.

Subitamente ouvi uma voz muito suave:

            -Posso? – Esboçando um delicioso sorriso.

            -Sim! Claro que sim! – Respondi muito abismada com tanta simpatia.

            -Temos uma longa viagem pela frente, eu sou a Carolina.

            - Prazer, eu sou a Ana Rita.

            Depois de pouco tempo de conversa já era notória uma certa cumplicidade.

            -Olha Carolina! Olha aquela vaca! – Disse eu tão inocentemente. – Desculpa! Não era a minha intenção!

            -Não faz mal! Já estou habituada, não te sintas mal. – Proferiu ela, tão naturalmente, fazendo-me uma carícia no rosto.

            Carolina era sem duvida uma rapariga muito especial, não só pelo facto de ser cega, mas sim pela sua maneira de ser, genuína, verdadeira, amorosa e sem igual. Todas as pessoas daquela carruagem olhavam para nós, uns com cara de espanto e outros com cara de desprezo.

- Sabes Ana Rita, quando era pequena o meu pai batia-me por eu ser uma invisual!

Fiquei perplexa, sem saber o que dizer.

- Eu sei não deves saber o que dizer, nem perceber o porque de eu estar a contar isto. – Baixou a cabeça e soltou uma pequena lágrima – sinto-me protegida ao teu lado.

- Podes falar sobre o que sentes apesar de só nos termos conhecido hoje, sinto que és muito verdadeira.

Chegamos a Lisboa e trocamos os nossos contactos, tornando-nos amigas.

Publicado por Rita em 23:22:07 | Permalink | Sem Comentários »

Comunicação com extraterrestres!

Todos os meus sonhos são atribulados, mas este foi exageradamente apoquentador.

Na Central Espacial, já a algumas horas concentrada no meu trabalho, o radiotelescópio deu um sinal de algo encontrado. Era a tão desejada mensagem de uma civilização do Universo. A mensagem era:

- De que planeta são?

Como estava sozinha, nem queria acreditar que estava a conversar com um extraterrestre de uma outra civilização inteligente.

-Eu sou a Clara! Sou do planeta Terra e tu, és de que planeta? –Respondi eu muito empolgada.

- Eu sou de Sedna!

- Temos tanta coisa para perguntar! Como é a vida ai? Qual é a idade media da população? Como é o vosso corpo?

-Uma pergunta de cada vez! A idade media é de
1000 a 1500 anos. Temos 3 olhos, somos verdes e temos uma cabeça gigante, andamos a flutuar. E ai? Como é que as coisas funcionam?

- Nós cá estamos em tempo de crise, e com os recursos naturais a escassear. Temos que encontrar uma solução para estes problemas. Já tínhamos pensado que se existisse vida noutro planeta, podíamos certamente emigrar para lá.

Subitamente começamos a notar uma certa interferência. Não obtive mais nenhuma resposta.

Acordei muito sobressaltada com o despertador a tocar e senti-me um pouco desiludida por toda aquela conversa não passar de um sonho.   

Publicado por Rita em 23:03:14 | Permalink | Sem Comentários »

Segunda-feira, Abril 13, 2009

Vivo na perplexidade!


 

Ás vezes, construímos sonhos em cima de grandes pessoas. O tempo passa… e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!

Nos filmes no final os amores dão sempre certo e eu tinha a ilusão que o nosso amor era como o dos filmes… enganei-me, cai e agora vivo para tentar ser feliz. Mas se não estás comigo como posso ser feliz?

Deus sem pesar em nada fez de ti a minha vida. Sem contar os dias em que me fazes sofrer, na solidão, se me perguntares se eu quero outra vida? Respondo que não quero outra vida.

Contudo a vida ensinou-me a nunca desistir, nem a ganhar, nem a perder, mas procurar evoluir a cada dia que passa, a cada instante que vivo…

Se algum dia, estive do teu lado de verdade eu sei que voltas, pois isso é sinal que te conquistei, mas se não voltares é sinal que nunca estive e não sou, nem nunca fui nada.

Tenho esperanças? Algumas! Tenho medos? Muitos! Tenho certezas? Poucas!

Vivo na perplexidade, de te encontrar um dia…

Publicado por Rita em 18:56:58 | Permalink | Comentários (4)

Quarta-feira, Abril 8, 2009

Eras o meu mais perfeito sonho!

Sinto o meu corpo e a minha alma a desfalecer a cada minuto que passa. Sinto-me dominada pelos teus encantos e ao sentimento que eles despertam em mim, que jamais dicionário algum conterá as palavras correctas para os descrever. És a maior loucura, és a loucura que ficou, estou louca, louca por ti… Queria voltar atrás para poder voltar a sentir um pouco da tua atenção. Só tu tens a capacidade de desenvolver as respostas que procuro e as razões pelas quais confiei em ti todos os meus sonhos. Agora tenho as lembranças que me fazem sentir a necessidade do calor que a tua presença me proporcionava tão logicamente, do teu abrigo.

Estou esgotada, fisicamente estafada deste combate que é só meu e psicologicamente desgastada desta atrocidade, desta amarga consciência de ignorância. Cansei-me das juras que não alcanças.

Já me mentalizei que todas as folhas que escriturei, narram o meu futuro.

 

Publicado por Rita em 14:52:43 | Permalink | Comentários (1) »

Para ti pai!

Por vezes tenho falhas…

Cometo atrocidades,

Sou injusta,

Sou imatura

E ate cruel!

Não o faço por gosto,

Mas sim por me sentir magoada

Com as tuas atitudes

Tu que devias ser o meu protector…

Tento ser forte

E dissimular que não me atinge

Tudo o que dizes e fazes,

Mas por vezes não consigo

Conter as lágrimas

Que demonstram

que afinal me sinto magoada!

Apesar de tudo

Amo-te de verdade

E era capaz de tudo por ti

De tudo mesmo

Porque és o meu PAI.

Já senti a angústia de te perder

De não te voltar a ver.

Sabes que mesmo nos maus momentos

Eu estou aqui incondicionalmente do teu lado!

Apesar de todas as falhas

Sinto-me agradecida e feliz

Por te ter do meu lado!


 

Gosto demasiado de ti.

E tu sabes que é verdade,

Não sabes pai?

Publicado por Rita em 13:59:02 | Permalink | Comentários (2)

Segunda-feira, Março 9, 2009

O livro da minha vida

São pequenas frases extraídas de um livro que me marcou e que aconselho a toda a gente a ler. O livro “Seja Líder de Si Próprio” de Augusto Cury sem dúvida que emite uma energia muito positiva.


 

“Quando discriminamos os outros diminuímo-los, quando os sobrevalorizamos diminuímo-nos a nos mesmos.”

“ Ninguém pode brilhar no palco do mundo se não brilhar no palco da sua inteligência.”

“Construí amizades, enfrentei derrotas, venci obstáculos e bati a porta da vida e disse-lhe: não tenho medo de viver!”

“Aprendi o caminho da singeleza, encontrei a morada da segurança, escalei os penhascos da coragem e procurei beber da fonte onde jorra a sensibilidade.”

“A vida é um grande espectáculo. Vale a pena vivê-la, apesar de todas as dificuldades. Um vencedor não pode estar na plateia. Tem de controlar a sua vida…!”

“Onde está a pessoa apaixonada pela sua vida? Porque é que leva a vida tão a sério? Onde estão os seus sorrisos?”

Publicado por Rita em 19:35:24 | Permalink | Comentários (1) »

Terça-feira, Fevereiro 10, 2009

Teatro

Não há nesta peça uma história ou enredo. Uma ou outra, desfilam perante os espectadores as personagens (quinze no total). Todas perseguem um objectivo: viajar, atravessar o rio, «embarcar» para o outro mundo. Não sabem exactamente qual o seu destino. Dirigem-se, em primeiro lugar, ao Diabo; ao reconhecê-lo como tal, recusam-se a embarcar na «boca dos danados», dirigindo-se, então, ao Anjo que, bastante mais parco de palavras, os reenvia para a Barca do Infernos. O movimento cénico (marcação) é, por isso, rudimentar e repetitivo.

Publicado por Rita em 18:30:09 | Permalink | Comentários (1) »

Segunda-feira, Janeiro 26, 2009

O mundo da publicidade!

A publicidade usa meios apelativos com os quais pretende conquistar as pessoas, para que estas consumam esse produto.

            Podemos por exemplo constatar esse facto no anúncio dos iogurtes para crianças. Estes levam a que os pais fiquem com a ideia de que aqueles iogurtes são os que fazem os seus filhos crescer e serem saudáveis.

            A ideia que a publicidade quer transmitir é de tal maneira credível que leva a que as pessoas consumam quase sem se aperceberem de que estão a ser influenciados pela publicidade.

            Na minha opinião o aparecimento excessivo dos anúncios devia ser proibido, isto é, quando estamos a ver televisão em menos de dez minutos já repetiu três ou quatro vezes o mesmo anúncio, e isso não devia ser permitido.

Sem duvida que os anúncios são muito bem trabalhados e elaborados. É notório o trabalho que se tem com todos os pormenores, mesmo aqueles quase insignificantes estão de tal maneira tão bem feitos e são tão apelativos que afectam o nosso subconsciente sem dar-mos conta disso.

            As pessoas têm que ter consciência que não podem ser só influenciados por anúncios. Temos que ter consciência que as coisas que se dizem nos anúncios são exageradas e os aspectos maus do produto não sou referidos. O que é extremamente importante é as pessoas terem sempre uma atitude crítica perante cada produto de forma a não ser levado a consumir apenas devido a um bom anúncio do produto.

Publicado por Rita em 17:55:31 | Permalink | Comentários (2)

Quarta-feira, Janeiro 21, 2009

Madre Teresa de Calcutá


 “Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos…
Mas o que é importante não muda,  a tua força e convicção não têm idade, o teu espírito é como qualquer teia de aranha, atrás de cada linha de chegada, há uma de partida, atrás de cada conquista, vem um novo desafio, enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo, não vivas de fotografias amarelecidas…
Continua, quando todos esperam que desistas, não deixes que enferruje o ferro que existe em ti.

Faz com que em vez de pena, te tenham respeito, quanto não conseguires correr através dos anos, trota, quando não consigas trotar, caminha, quando não consigas caminhar, usa uma bengala.
Mas nunca te detenhas!”

 

Madre Teresa de Calcutá

Publicado por Rita em 18:49:58 | Permalink | Sem Comentários »

Sexta-feira, Novembro 14, 2008

Sem duvida uma boa questão.

Sem duvida uma boa questão.

“Não percebo porque é que «amo-te» se escreve desta forma: amo-te! Quando deveria ser desta: amote. Amo-te não deveria ter hífen ou tracinho, como se costuma dizer. O amote de que falo, este, não deveria ter espaço, para que nenhuma letra respirasse, para que ficassem ali as letras apertadinhas de forma a não caber mais nenhuma. Porque a verdade é que, quando se ama alguém, não cabe mais ninguém ali. Porque não há espaço. porque as letras estão literalmente sufocadas por essa palavra que se deveria escrever apenas assim: Amote”

 

 

“Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós.”

 

 

Fernando Alvim

Publicado por Rita em 21:39:43 | Permalink | Comentários (4)